13.9.07

8.5.07

300 fetiches.

Quase que monocromaticamente hoje eu fui ao cinema. Antes matei um tempo, fiz cerão, puxei um ingresso, passei pela portaria, fui a uma sala, voltei, comprei um chocolate e finalmente me encaminhei à sala de exibição. Poucas foram as vezes em que tive esse prazer tão cheio de sentidos na vinha vida. Já tinha uma certa expectativa a respeito do filme que estava prestes a assistir e finalmente poderia ver da forma mais incrível, uma tela cheia de movimentos de uma das elites que mais me chamavam atenção nos livros e aulas de história: os Espartanos.

Os Atenienses eram espetaculares e tenho absoluta certeza que um deles fez esse filme sobre seus vizinhos guerreiros. É tudo tão incrível que obviamente não foi somente um ateniense a botar a mão no que estava na tela, lá tinha ateniense roteirista, ateniense fotografo, ateniense figurinista, ateniense diretor, ateniense ator e ateniense produtor, haviam enfim muitos atenienses dado a grande proporção de Arte de Elite. Por vezes a música era o filme e em outras o ballet é quem o era, mas quase sempre a pintura reinava absoluta. Imagino Peter Greenaway estarrecido, pois nem ele mesmo colocaria tanto erotismo em cenas de batalha e faria da morte da carne algo tão belo e estimulante.

A poltrona estava endurecida e os pés não achavam lugar, mas o filme sempre pediu os olhos: Um lobo enigmático, um oráculo alucinógeno, o flerte homoerótico de dois heróis em plena batalha e o espírito guerreiro e reprodutor das mulheres me tiravam de uma sala para um plano paralelo impresso em lutas e arte da mais bruta mistura que não precisa ser refinada em mais nada.

A democracia parece ser feito de sangue espartano e monarquia de deuses ocultos cheio de aberrações. A democracia também tem aberrações, mas costuma descartá-las antes que possam prejudicar o seu império. Aberrações são traiçoeiras e se escondem em uniformes.

Assistir 300 faz lembrar que sempre é bom sentar e pensar, e isso é melhor ainda diante de um filme ou melhor, diante de uma pintura.

11.4.07

Parássemos. Desinformado.


Hoje eu tirei um tempo. Fui descansar.
Quem conhece o descanso não esquece ele jamais. Muito digno isso para ele. Parabéns não é? Ou parabéns não "são"? (sugestão do Word)!

Eu acho muito digno o descanso. Parabéns mesmo! Eu também sonho em ser digno, se o descanso conseguiu eu também posso chegar lá, afinal ele é descansado. E como putz é palavrão de Internet lá vai: Putz!
É complicado se ele além disso for acomodado. Isso acaba com uma pessoa, todos os cursos de marketing sabem disso e no final das contas é esse o segredo: Descansar e não ser acomodado. Olha o ponto final de novo.

Marth

25.11.06

Legal,
Já tô meio anestesiado do que foi fazer uma grande programação para crianças na semana da criança e por isso acho que é melhor colocar um dos releases para divulgação do evento. Alguns sites e jornais impressos colocaram na íntegra. Muito Chique! hehehehehe

Entre os dias 06 e 25 de Outubro, 50% dos alunos do ensino fundamental do município de Altamira – PA vão poder assistir ao filme “Era do Gelo 2” em 52 sessões exclusivas dedicadas somente para o mês das crianças. “nenhum cinema no mundo se propõe a fazer tanto com tão pouco recurso para que crianças tenham acesso à 7º arte” explica Marth Uchôa, idealizador do projeto e estudante de Especialização em Cinema (UTP).

Cerca de 968 crianças por dia, vão lotar o Cinema Lúcio Mauro durante os 13 dias em que o longa do diretor brasileiro Carlos Saldanha será exibido. A meta é aproveitar ao máximo a sala e ocupar às 242 poltronas do cinema com estudantes que nunca foram a uma sessão fílmica. Serão 4 sessões diárias.

A experiência deu muito certo em 2005 quando 8 mil alunos foram assistir ao longa “O Castelo Animado” e o entusiasmo das crianças motivaram a programar para este ano um título que atraísse tanto quanto “O Castelo” e também contemplar um nome brasileiro e um número maior de alunos.
Marth revela que também em 2005, 170 índios de várias etnias estiveram no cinema durante o 2º Jogos Indígenas do Pará para assistir ao longa “Madagascar”. A experiência foi única e pode remeter às primeiras exibições da história do cinema, pois os indígenas não tinham contato fora das tribos e muito menos o hábito de assistir obras audiovisuais, tudo foi novidade. “eu torcia para que houvesse medo entre alguns índios, pois queria ver o que viram os irmãos Lumière quando exibiram um dos primeiros registros cinematográficos na França” comparando uma cena da animação (em que o navio ocupava a tela inteira da sala) e referindo-se ao acontecido quando algumas pessoas saíram correndo da sala de exibição quando foi projetado “A chegada do trem na Estação” em 1895 onde há uma cena de uma locomotiva se “aproximando” em direção do público. “isso não aconteceu, acho que eles também nunca viram um navio” brinca.

Apesar de a maioria dos indígenas não falar o Português, a língua não foi empecilho, pois como se tratava de uma animação as atitudes dos personagens e as técnicas do gênero facilitaram compreensão.
Ele explica que o Cinema Lúcio Mauro (sala pública e mantida pela prefeitura do município) enfrentava dificuldades até o início deste ano “...foi necessário mudar o conceito que a cidade tinha em relação ao cinema e o perfil do público que o freqüentava para que ele ganhasse credibilidade e se tornasse a melhor opção de lazer do município, estamos conseguindo!
Em seu blog www.martheocinema.blogspot.com ele conta sobre a sua experiência de voltar de Curitiba no Paraná onde estudava Cinema para ser programador de uma sala no interior da Amazônia. Ele acredita que a força do Cinema Nacional pode estar no interior do país, pois com o semi-analfabetismo da população não há o problema de cópia DUBLADA x LEGENDADA “filme nacional pode começar a ser exibido pelo interior antes dos multiplex nas capitais, mas também é preciso haver salas e elas estão sumindo.” acrescentou.

23.11.06

Tem um bom tempo que eu não escrevo nada aqui, me dei conta disso agora quando li que o meu amigo Daniel escreveu no blog dele que gostaria de escrever com mais freqüência...

Confesso que eu tb havia perdido esse pique. Tb estou nesse mesmo dilema na academia. Ganhei 8 quilos, mas já perdi 3 por não ter conseguido parar de fumar e por ter parado de ir para academia, algumas coisas estão trocadas na minha vida. Acho que um 180° não faria mal agora...

Deixei até de contar sobre as prometidas 12 mil crianças que deveriam ir ao cinema no mês de outubro (dias das crianças), mas faltaram muitas. Acho que elas não entenderam que não era aula... na verdade somente 9.500 crianças foram as 52 sessões durante 13 dias no cinema mais semi-analfabeto do país. As sessões foram “de grátis” para as escolas públicas do município. Houveram muitos aplausos... Elas assistiram ao filme “A era do gelo 2” do Brasileiro Carlos Saldanha e pra todos nós, foi muito especial.

Eu me lembro da minha primeira ida ao cinema, acho que tinha uns 8 anos, na verdade eu não lembro se o primeiro filme que vi foi Super-homem 3 ou um com a Lucélia Santos. Esse segundo filme tinha uma cena com uma planta carnívora que comia todos os outros personagens, mas com a Lucélia o caso era somente de amor, a planta só beijava os mamilos da personagem e é claro, ela adorava. Não me lembro com quem eu fui ver esse filme, mas certamente eu não deveria ter ido assistir... só tinha uns 8 anos... não pegaram leve comigo... hehehehehe

Conselho que estou vendendo: não assista “Seus Problemas Acabaram” e “Miami Vice”, muito menos aluguem o DVD para uma sessão caseira com muitos amigos. Se no cinema não deu certo, em casa é que não vai dar.



Link do fotoblog do Daniel. http://www.fotolog.com/danieloferraz

25.9.06

Imagine você, morador de um bairro pobre trabalhando com eletricidade, solda e serra elétrica com duas crianças de 3 e 4 anos brincando ao seu redor. Agora imagine o que você poderia fazer para não colocá-las em risco. Talvez você pense: "creche! Putz! Aqui perto não tem", "babá! Putz de novo! Não posso pagar", "Parquinho! Putzquepariu! Não tem nada no meu bairro, mas já sei! Vou construir um!"
Foi assim e talvez sem os putz (ou com termos piores) que o Seu Ailtom Pernambuco improvisou um parque de sucata para seus dois filhos brincar enquanto ele trabalha.
Seu Ailtom é o principal personagem deste doc realizado voluntariamente por todos que neles estão na frente ou atrás das câmeras para o PLANO DIRETOR DE ALTAMIRA. Não vou mais falar nada, vai e assiste.

O link: http://www.youtube.com/watch?v=DvDVdrdZkzk

Há! a música é original! É original do filme: "O fabuloso destino de Amelie Poulan"

17.9.06